04 fevereiro 2026
S. Martinho-Tradição e convívio
No dia 11 de novembro, a escola comemorou o Dia de S. Martinho com um conjunto de atividades que reavivaram e valorizaram tradições e memórias ligadas a esta efeméride.
A comunidade escolar teve a oportunidade de assistir à recriação da Lenda de S. Martinho, representada de forma criativa pelos alunos do 6.º B, que recordou a mensagem de solidariedade e partilha associada à figura do santo.
Seguiu-se um lanche-convívio, que proporcionou momentos de alegria e interação entre alunos, pessoal docente e não docente. Houve também espaço para a recriação do tradicional magusto, onde não faltaram as castanhas assadas na caruma, perfumando o espaço escolar, nem as habituais enfarruscadas, que divertiram miúdos e graúdos.
Num ambiente de grande animação — entre conversas, gargalhadas e castanhas — celebrou-se a tradição, reforçou-se o espírito de comunidade e divulgou-se a cultura portuguesa aos alunos migrantes, promovendo a inclusão através das tradições populares.
29 janeiro 2026
No âmbito da promoção da saúde mental e do
bem-estar dos alunos, foram dinamizados, os projetos “Estás Online?” e
“Estás OK?”, dirigidos a diferentes níveis de ensino da escola.
O projeto “Estás Online?” foi desenvolvido
nas três turmas do 7.º ano e teve como principal objetivo sensibilizar os
alunos para o uso consciente, seguro e responsável das tecnologias digitais e
das redes sociais. A iniciativa procurou promover comportamentos saudáveis no
meio digital, reforçando a importância do equilíbrio entre a vida online e
offline, bem como a prevenção de riscos associados ao uso excessivo da
internet.
Já o projeto “Estás OK?” foi implementado
nas três turmas do 5.º ano, com foco na promoção da saúde mental, no
reconhecimento das emoções e no desenvolvimento de competências
socioemocionais. Através de atividades dinâmicas e adaptadas à faixa etária, os
alunos foram incentivados a expressar sentimentos, fortalecer a autoestima e
aprender estratégias para lidar com desafios do dia a dia.
Ambos os projetos foram dinamizados pela Equipa
dos Jogos Mais Vida, da AF de Viseu, que, através de metodologias
participativas e lúdicas, contribuiu para a sensibilização dos alunos para a
importância do bem-estar emocional e da saúde mental, reforçando o papel da
escola como espaço promotor de saúde.
Fica uma palavra de agradecimento para todos os que tronaram possível a implementação das sessões.
A coordenadora do PES
15 abril 2025
Virar a
página: igualdade começa na escola
O conceito de
"trabalho igual, salário igual" não se limita a uma mera questão
de justiça, mas também de eficiência económica. Existem estudos que mostram que
empresas que promovem a igualdade salarial apresentam melhor desempenho. Por
isso, defendemos e acreditamos que a igualdade de género no local de trabalho é
um princípio fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e
equitativa. A ideia de que trabalho igual deve ser remunerado de forma igual
reflete a necessidade de garantir que homens e mulheres, ao desempenharem
funções semelhantes, recebam o mesmo salário, independentemente do seu género.
Além disso, é comum ouvir-se que "os homens são mais fortes do que as mulheres". Para nós, esta afirmação não corresponde à verdade, até porque o conceito de força tem sido frequentemente usado para justificar uma falsa superioridade entre géneros. A igualdade de género não se baseia em quem é fisicamente mais robusto. A força física não determina a competência na liderança, na ciência, na política, na arte…
Todos são igualmente capazes de contribuir para o
progresso e a evolução da sociedade que se deseja mais igualitária.Dizer que os homens são "mais fortes" é
uma visão ultrapassada e até retrógrada, que não justifica qualquer tipo de
desigualdade entre géneros. Devemos, sim, centrar-nos na igualdade de
oportunidades, de direitos e de reconhecimento, independentemente de diferenças
biológicas.
19 fevereiro 2025
Reportagem Lara Ribeiro- 9º A
Mimosas
em Casal de Mundão: ameaça ou beleza natural?
A
rápida expansão das mimosas na região de Casal de Mundão levanta questões sobre
o impacto ambiental, e os desafios do controlo desta espécie invasora.
Nos
últimos anos, os habitantes de Casal de Mundão, em Viseu, têm assistido à proliferação
das mimosas (Acacia dealbata) na paisagem local. Estas árvores de crescimento
rápido, originalmente trazidas da Austrália, cobrem cada vez mais áreas
florestais e agrícolas, modificando o ecossistema e preocupando ambientalistas
e moradores.
A
principal questão que se coloca é: até que ponto a presença das mimosas
representa um problema ambiental?
Embora
estas árvores apresentem uma floração exuberante e sejam apreciadas pela sua
beleza, os especialistas alertam para os riscos ecológicos associados á sua
propagação descontrolada.
Expansão e impactos ambientais:
A
mimosa é uma espécie extremamente adaptável e resistente, o que lhe permite
crescer rapidamente e suprimir a vegetação nativa. As suas raízes libertam
substâncias químicas que dificultam o crescimento de outras plantas, reduzindo
a biodiversidade. Além disso, a sua presença pode aumentar o risco de incêndios
florestais, pois as suas folhas e casca são altamente inflamáveis.
Em
casal de Mundão, algumas áreas tradicionalmente cobertas por vegetação
autóctone, como carvalhos e castanheiros, foram gradualmente ocupadas por
mimosas. Segundo Serafim, habitante da aldeia há mais de 60 anos: “Quando era
pequeno, via mais variedade de árvores por aqui. Agora, há zonas onde só se vê
mimosas. Elas crescem depressa e, uma vez instaladas, são difíceis de
eliminar”.
Medidas de controlo e desafios:
O
controlo das mimosas exige intervenções constantes, como corte regular e
remoção das raízes, mas estas medidas são dispendiosas e nem sempre eficazes.
Em algumas regiões de Portugal, têm sido testados métodos biológicos e químicos
para conter a expansão de espécie, mas a solução definitiva ainda não foi
encontrada.
As
autoridades locais e organizações ambientais têm debatido estratégias para
lidar com este problema. Enquanto alguns defendem o uso das mimosas para fins
comerciais, como a produção de biomassa, outros alertam para a necessidade da erradicação
para preservar o equilíbrio ecológico.
O futuro da paisagem de Casal de
Mundão:
A
questão que permanece é: será possível conviver com as mimosas sem comprometer
a biodiversidade local? A gestão responsável desta espécie invasora é um
desafio essencial para garantir a sustentabilidade da paisagem de Casal de
Mundão?
Se
não houver um esforço coordenado para equilibrar a presença das mimosas com a
proteção da vegetação nativa, poderemos estar apenas a assistir à substituição
de uma floresta diversificada por uma monocultura invasora.
https://www.facebook.com/ae.mundao.50/videos/1696155761315420?locale=pt_PT














